Há vozes que o tempo trata com injustiça. A de Maria Firmina dos Reis foi uma delas — sufocada em vida pela indiferença de um país que não sabia, ou não queria, reconhecer o que tinha diante de si: uma poeta, uma romancista, uma mulher que transformou a língua portuguesa numa arma delicada e precisa contra o esquecimento.
Nestes poemas, o mar não é apenas paisagem. É memória, é rota de travessias forçadas, é horizonte de liberdade para quem nunca teve permissão de alcançá-lo. Firmina escreve a partir da costa maranhense com a consciência de quem sabe que as palavras podem durar mais do que a opressão que tenta silenciá-las.
Cantos à Beira-Mar chega ao leitor como uma restituição. Não apenas de uma obra, mas de um lugar na história da literatura brasileira que sempre pertenceu a ela — e que por tanto tempo lhe foi negado.
Porque alguns livros não se leem apenas com os olhos. Leem-se com a consciência de que chegar até eles é, também, um ato de reparação.
| Formato | 14 x 21 cm |
|---|---|
| Páginas | 160 |
| Acabamento | Brochura |
| Lançamento | 25/05/2026 |
| Selo | Cais Editora |
| Design da Capa | Lumiar Design |